terça-feira, 24 de abril de 2012

DIA ABERTO - ECONOMIA SUSTENTÁVEL S3R - Reinventar, Redefinir, Repensar (Reboot, Rethink, Restyle)

Para além de ter estado presente neste encontro, coloquei a notícia na newsletter do meu serviço.
E não me arrependi! Antes pelo contrário, consolidei ideias sobre temas/conceitos/teorias que estão hoje em dia muito na “boca de cena”, muito discutidos, o que significa que os CEO estão atentos, as organizações estão com vontade de acompanhar as tendências mundiais, estão abertas à inovação, à melhoria das condições sociais, económicas e ambientais, tendo eventualmente percebido que as políticas sociais, ambientais, económicas só fazem sentido se se organizarem e unirem numa perspetiva de, em uníssono, prosseguirem este princípio: SUSTENTABILIDADE – ECONOMIA SUSTENTÁVEL.

A sessão da noite, em forma de “Mesa Redonda”, foi composta por Carlos Vieira (Administrador do Grupo ENSINUS), João Roquette (Administrador da Herdade do Esporão), Bernardo Trindade, (Administrador do Porto Bay Hotels & Resorts), Gilberto Jordan (Administrador do Grupo André Jordan), José Manuel Silva Rodrigues (Presidente do Conselho de Administração da Carris e Docente do ISG), Susana Carvalho (Docente do INP). O Moderador foi Nuno Oliveira (Docente e Investigador do CIGEST).

Todos os intervenientes foram unânimes em defender que sem uma forte integração, coesão, sinergias entre as equipas internas duma organização e os desafios externos a que a mesma está sujeita conjuntamente com uma conexão estreita entre os princípios de sustentabilidade sociais, económicos e ambientais, as mesmas terão poucas possibilidades de se inserirem no contexto atual, quer a nível nacional, quer a nível europeu e mundial.

A Professora Susana Carvalho lançou alguns desafios ‘inquietantes’. Defendeu que o conceito de “Responsabilidade Social” está fora de moda. Isto porque os estudos recentes apontam para uma “renovação” do conceito como prolongamento para um princípio de Sustentabilidade (social, económico e ambiental). Diz ela que “nos encontramos na era das Ciências evoluídas. Se não hibridarmos saberes é impossível dinamizar a sustentabilidade. São independentes entre si, mas dependentes entre todas.” Defende que a sustentabilidade está na agenda dos nossos dias: agenda dos media, agenda pública, agenda das organizações, agenda política…. A Banca, como o Barclays e o Santander – entre outros – possuem um discurso narrativo sobre cidadania nas suas redes sociais (Ex: youtube). É um assunto que já está nas agendas das organizações. Existem indicadores, nos índices do Dow Jones, de empresas com maior ou menos capacidade de serem sustentáveis. E o desafio prossegue com exemplos como o de empresas que apresentam índices superiores de sustentabilidade e, no entanto, falham preocupantemente nos índices vergonhosos, (não mensuráveis publicamente), de colaboradores seus que se suicidam, que vivem no local de trabalho sem condições para dele se libertarem, devido à “trama” de uma máquina económica e social imposta e montada pela organização, pela impossibilidade de estarem disponíveis diariamente para acompanhar as suas famílias, etc. etc.

Foi mencionado o facto da intervenção do Estado. Uns defendem que deve existir somente como regulador, que devia tutelar somente a Justiça e a Defesa Territorial. No entanto, foi o Estado Português o que impulsionou a Iniciativa Business & Biodiversity.

“A Iniciativa “Business and Biodiversity” – B&B –, é uma iniciativa da União Europeia e em Portugal é promovida pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I. P. (ICNB, I.P).
A Iniciativa B&B, procura promover, através de acordos voluntários e assentes em compromissos públicos, um campo comum para a colaboração entre o negócio e a biodiversidade, que favoreça a introdução da biodiversidade nas estratégias e políticas das empresas contribuindo para a perda da biodiversidade a nível local, nacional e global.
A Iniciativa B&B foi lançada em 2007, tendo já aderido 59 empresas e organizações.
Este campo comum de colaboração entre áreas distintas, tem permitido o desenvolvimento de projetos e ações em prol da biodiversidade.[1]

Quanto à comunicação, que é o suporte da sustentabilidade, esta tem um motor importantíssimo de divulgação que é através da PALAVRA. A palavra tem poder. É através dela que se dá visibilidade ao conceito de sustentabilidade.

Silva Rodrigues defende o estudo de caso da CARRIS. A marca é um ativo incorpóreo nas empresas. Empresas com índices Dow Jones são mais valorizadas. Empresas acreditadas são auditáveis periodicamente o que lhes permite reinventarem-se de acordo com os desafios internos e externos. A sustentabilidade e cidadania andam a par e passo. Sob um ponto de vista macro são as economias sustentáveis as que criam riqueza, postos de trabalho. No entanto Portugal não tem uma economia sustentada. O desafio é torna-la sustentável. A crise das dívidas soberanas demonstram que nem a Europa tem uma economia sustentada. As empresas de transportes têm que ser capazes de responder às necessidades dos seus públicos, apresentando novas soluções de mobilidade, descongestionamento, energias mais limpas, conforto dos seus veículos, combinação com outros tipos de transporte, carsharing ou carpulling, incentivando o uso de transportes verdes, etc.

Bernardo Trindade falou do turismo eco e turismo residencial. A oferta de espaços de laser cresceu mais três vezes do que a procura. Tem que haver uma forte regulamentação do ambiente, ordenamento, áreas de dimensão económica e fora das grandes urbes. Hoje já se atesta a capacidade hoteleira, na sua classificação, de 4 em 4 anos. Há uma forte aposta nas boas práticas dos colaboradores o que aumenta o grau de satisfação do cliente e a sua fidelização.

João Roquette falou na evolução e na sustentabilidade de uma herdade que existe deste 1277, há 800 anos. A mudança cultural apoia-se em bom senso. Emprega 250 pessoas. Teve de lidar com mudança de motivações. Foi um processo lento e que é aplicado aos poucos. Está a praticar agricultura sustentável.

Gilberto Jordan defende que o que se faz em cada país é diferente. A sustentabilidade das organizações em cada cultura e cidadania, em cada povo, é diferente. Os campos de golf roubam terrenos à agricultura. No entanto são pasto com homens. Os níveis de desemprego, no Algarve, descem nos meses entre Outubro e Maio. Existem 35 campos de golf no algarve.

Foi mencionada a ISO 26000 (que estabelece um padrão mundial de responsabilidade social). É um documento voltado para as práticas de responsabilidade social empresarial e pode contribuir para o futuro da economia verde. No entanto surgiram profundos problemas nas definições sobre “o que é o trabalho infantil”, “até quando se é criança”, etc.? Coloca-se um problema: trabalhar ou não trabalhar para matar a fome? A visão legislativa não chega quando se elaboram normativos para colmatar problemas mundiais sociais, económicos, ambientais.

Procedeu-se a um interessante debate de esclarecimento entre elementos do público e os oradores.

Esta iniciativa culminou com uma prova de vinhos (branco e tinto) patrocinada pela Herdade do Esporão.

Lisboa, 18 de Abril de 2012


domingo, 22 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

170º ANIVERSÁRIO DE ANTERO DE QUENTAL

Sempre à frente.....   com o Google sempre atento ....

"A poesia é a confissão sincera do pensamento mais íntimo de uma idade"

domingo, 15 de abril de 2012

UPS!

Toca a procurar produto genuinamente português. Poderá isto considerar-se um factor parasita? "a cosmética" - que escamoteia a verdadeira identidade da marca?


sábado, 14 de abril de 2012

SERÁ ISTO UMA ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO?

"As patas põem os seus ovos em silêncio. As galinhas, pelo contrário, gritam como loucas. Qual é o resultado? Toda a gente come ovos de galinha".
Henry Ford

sexta-feira, 13 de abril de 2012

OS DOUTORES PALHAÇOS LEVAM ALEGRIA ÀS CRIANÇAS HOSPITALIZADAS EM PORTUGAL.

Conheces esta causa | grupo | iniciativa?


Dia do Nariz Vermelho
Um dia diferente nas Escolas, em que se realizam diversas actividades que ao mesmo tempo divertem, educam e sensibilizam os alunos para as questões sociais.
Através dessa campanha a Operação Nariz Vermelho pretende sensibilizar todos os alunos para o trabalho desenvolvido pelos Doutores Palhaços nos hospitais, e ao mesmo tempo angariar fundos para o trabalho da associação.

Para mais informações deverá contactar a instituição via telefone (21 3618256) ou e-mail (diadonarizvermelho@gmail.com).

Mais de 25.000 alunos de escolas de todo o país numa ação inédita de solidariedade social.
Pelo segundo ano consecutivo, o Dia do Nariz Vermelho foi celebrado pela comunidade escolar.
No dia 7 de Abril de 2011 registou-se uma participação recorde de 27.000 alunos de 77 escolas de todo o país!

O Nariz Vermelho é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem vinculações políticas ou religiosas, oficialmente constituída no dia 4 de Junho de 2002.
O principal propósito é o de assegurar, de forma contínua, um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Estes artistas, têm formação especializada no meio hospitalar e trabalham em estreita colaboração com os profissionais de saúde, realizando actuações adaptadas a cada criança e a cada situação.·
É responsabilidade da associação treinar e manter a alta qualidade dos artistas. O trabalho dos artistas é remunerado e a associação oferece aos hospitais esse serviço.
A associação angaria os fundos necessários para o trabalho com a ajuda de empresas, campanhas e sócios.

Neste momento garantimos visitas semanais, durante 42 semanas por ano, aos 12 hospitais abrangidos pelo programa. A equipa de artistas é constituída por 20 Doutores Palhaços e nos bastidores trabalham 8 profissionais.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

"PARA QUE SERVE A CASCA DA BANANA?" & "BOLSA DE VALORES SOCIAIS"

Ora aqui fica o desafio deixado pela MJ.  Já estou com água na boca para o ler. (mas só depois de Julho...). Outros valores mais altos se levantam, primeiro!!!!

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Sugere também a MJ que se espreite a "Bolsa de Valores Sociais", que replica o ambiente de uma Bolsa de Valores, sendo o seu papel o de facilitar o encontro entre Organizações da Sociedade Civil, criteriosamente selecionadas, com trabalhos relevantes e resultados comprovados na área da Educação e do Empreendedorismo, e investidores sociais (doadores) dispostos a apoiar essas Organizações através da compra das suas ações sociais.
A Bolsa de Valores Sociais em Portugal é a segunda no mundo e a primeira na Europa no ambiente de uma Bolsa de Valores.  (Uhhhhh, muito bom).

Deem uma espreitadela: http://www.bvs.org.pt/view/viewQuemSomos.php





domingo, 8 de abril de 2012

FUI ESPREITAR ... E ADOREI!

Hoje deixo aqui 4 sugestões de empresas inovadoras e que surpreendem pela forte comunicação cibernética, pela inovação dos seus sites, pela forte aposta na responsabilidade social organizacional, na reputação... no bem estar dos seus colaboradores...

1. GREAT PLACE TO WORK® Institute, Inc. é uma empresa de consultoria de pesquisa e gestão sediada nos E.U.A. com filiais internacionais no mundo.
Explorem o seu site: http://www.greatplacetowork.pt/gptw/index.php
Eles apresentam o ranking das 24 melhores empresas para trabalhar em Portugal. Que tal? saibam mais........

2. YDREAMS:  Orgulhosamente portuguesa. Empresa de Eletrónica transparente (Augmented Reality)
O site: http://www.ydreams.com/#/en/homepage/  
O blog: http://www.ydreams.com/blog/
Espreitem, saibam a sua história.

3. CISCO:
O site: Corporate Social Responsibility: http://csr.cisco.com/ (espreitem o relatório CSR de 2011 já disponível http://www.cisco.com/web/about/ac227/csr2011/index.html
O blog: http://blogs.cisco.com/category/csr/

4. TAP: Orgulhosamente portuguesa.
Para assinalar o Dia Mundial do Turismo, a TAP foi distinguida como parceira estratégica neste mercado. A responsável do Governo pelo sector do Turismo, Cecília Meireles, entregou o prémio ao Administrador da TAP Luiz Mór.
Espreitem os prémios que já recebeu. http://www.youtube.com/watch?v=ihQKnC9IGuI

quinta-feira, 5 de abril de 2012

QUE INTERESSANTE!

http://www.bpb.de/fsd/europapuzzle/puzzle_flash1.html

VOLUNTARIADO - REPUTAÇÃO - RESPONSABILIDADE SOCIAL

Estarão os três conceitos interligados?

O que é?
Voluntariado Empresarial: Responsabilidade Social
Ser voluntário é dar o seu tempo, o seu trabalho e talento a causas de interesse social e comunitário, melhorando a qualidade de vida da comunidade.

A responsabilidade social empresarial é um diferencial competitivo, que fomenta a fidelização de funcionários e clientes e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Existe uma nova postura das empresas na gestão dos seus negócios, empenhada na ética e no desenvolvimento sustentável e que acarreta impactos positivos para todos os seus públicos.
É considerada uma empresa socialmente responsável aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (stakeholders, funcionários, prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente) tendo a capacidade de incorporá-las no planeamento das suas atividades, respondendo às suas necessidades e não apenas às dos acionistas ou proprietários.

Reputação: Uma transação com um novos parceiros é arriscada se não conhecermos o seu comportamento passado. Se soubermos algo sobre a maneira como se comportou no passado, a nossa expectativa é favorável quanto à sua reputação sendo a permuta mas confiável. A reputação torna as trocas mais livres, mais suaves e mais fluidas, removendo as barreiras da aversão ao risco que interfiram no livre fluxo das transações.





Legislação portuguesa sobre voluntariado:

Tutela
MINISTÉRIO DA SOLIDARIEDADE E DA SEGURANÇA SOCIAL (XIX Governo Constitucional 
Lei Orgânica do MTSS).
Decreto-Lei n.o 211/2006, de 27 de Outubro

Artigo 6.o
Órgãos consultivos
São órgãos consultivos do MTSS:
a) O Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado;
b) O Conselho Nacional da Formação Profissional;
c) O Conselho Nacional da Higiene e Segurança no
Trabalho;

Bases do enquadramento jurídico do voluntariadoLei n.º 71/98, de 3 de Novembro.http://www.entrajuda.com/pdf/Lei71_98.pdf

Bolsa do Voluntariado







Formação em Voluntariado:
Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos



E foi através desta Associação que frequentei formação em cuidados paliativos. De 11 a 13 de outubro do corrente ano realiza-se o VI Congresso Nacional de Cuidados Paliativos.
É assunto muito grato para mim a problemática do "Voluntariado", uma vez que tenho dedicado algum do pouco tempo livre a algumas causas. Lá mais para a frente poderei voltar a este tema analisando-o sob outros prismas. É um "mundo" sem limites.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

E SE NOS TIVESSEM ENTREVISTADO A NOZINHAS?

AI AI AI.......




... principalmente la representación de trastornos sexuales, desesperación, ansiedad, hambre espiritual, sed de vivir.....

terça-feira, 3 de abril de 2012

CIDADES SUSTENTADAS? EDWARD NORTON?

É embaixador das Nações Unidas para a biodiversidade. É cofundador de Crowdrise http://www.crowdrise.com/ , um grupo de recolha de fundos para vários fins. Tem 42 anos de idade e foi ator no filme Fight Club (uuuuhhhhh).

Numa entrevista que o jornal Metro lhe fez, em 2012, perguntava "se o método que ele usa na aplicação e reciclagem de desperdícios humanos poderão ser transformados em energia" ao que ele responde "que rapidamente o teremos de fazer, transformando a água usada e dos esgotos em energia. Ele acha que a água vai ser um dos tópicos mais prementes dos séculos xxi e xxii. Singapura, por exemplo, já se preocupa em reutilizar a água dos esgotos para irrigação. Também se pode aplicar medidas de eficiência e sustentabilidade na habitação, etc."

TEATRO DE BAIRRO. QUEM JÁ LÁ FOI?

Pois é coleguinhas. Bora ao Teatro de Bairro, mas só a partir de Julho. Agora não se podem dispersar....
Os preços são módicos e a variedade de tipo de espectáculos é enorme. Espreitem o site: http://www.teatrodobairro.org/

segunda-feira, 2 de abril de 2012

E A NORMA INTERNACIONAL 26000 TAMBÉM PENSOU NA MULHER!


Na norma brasileira e internacional ISO 26000 sobre Responsabilidade Social, o termo "mulheres" é citado 37 vezes...

Sobre Igualdade de Género e Responsabilidade Social, a norma recomenda o seguinte:

"Todas as sociedades designam papéis para homens e mulheres. Os papéis de género são comportamentos  aprendidos que condicionam quais as atividades e as responsabilidades que são percebidas como masculinas e femininas. Esses papéis de género às vezes discriminam as mulheres, mas também os homens. Em todos os casos, a discriminação de género limita o potencial de indivíduos, famílias, comunidades e sociedades.

Já foi demonstrado que há uma relação positiva entre igualdade de género e desenvolvimento  socioeconómico, motivo pelo qual a igualdade de género é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. A promoção da igualdade de género dentro das atividades e campanhas da organização é uma importante componente da responsabilidade social.

Convém que as organizações revejam as suas decisões e atividades para eliminar desequilíbrios de género e promover igualdade de género. As áreas incluem:

  • a proporção de homens e mulheres na gestão e na alta direção, visando atingir progressivamente paridade e eliminar barreiras de género;
  • igualdade de tratamento para homens e mulheres trabalhadores, no recrutamento, na designação de tarefas, na formação, nas oportunidades de progresso, na remuneração e na rescisão de contratos de trabalho;
  • igualdade de remuneração para homens e mulheres trabalhadores por trabalhos de igual valor;
  • possibilidade de impactos diferenciados em homens e mulheres no que se refere à saúde e segurança no local de trabalho e na comunidade;
  • decisões e atividades da organização que considerem igualmente as necessidades de homens e mulheres (por exemplo: verificação de quaisquer impactos diferenciados em homens e mulheres resultantes do desenvolvimento de produtos ou serviços específicos, ou análise de imagens de mulheres e homens apresentadas em quaisquer comunicações ou peças publicitárias divulgadas pela organização);
  • benefícios tanto para mulheres como para homens decorrentes de campanhas e contribuições da organização para o desenvolvimento da comunidade, com atenção especial possivelmente dedicada à reparação de áreas onde um dos géneros esteja em desvantagem.
A igualdade de género na contratação e empenhamento das partes interessadas é um importante meio de se atingir a igualdade de género nas atividades da organização.

Para promover a igualdade de género, as organizações podem considerar o uso de especialistas na abordagem de questões relacionadas com o género.

As organizações são estimuladas a usar indicadores, metas e referências das melhores práticas para a monitorização sistemática do progresso na busca pela igualdade de género.”


Espreitem o link: 
http://www.iso26000qsp.org/search/label/A%20nova%20ISO%2026000

A SEMANA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL INICIA A 7 DE MAIO, NA FÁBRICA DE BRAÇO DE PRATA, LISBOA


    COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES
      Responsabilidade social das empresas: uma nova estratégia da UE para o período de 2011-2014
      http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=COM:2011:0681:FIN:PT:PDF  

      É na sequência do normativo ISO26000 e desta comunicação da CPE, que a APEE, Associação Portuguesa de Ética Empresarial, promove, entre os dias 7 e 11 de maio, a 7ª edição da Semana da Responsabilidade Social. Subordinada ao tema “Mudança e Inovação Para Novos Estilos de Vida”, esta edição vai decorrer simultaneamente, à semelhança do que aconteceu nas edições anteriores, em várias cidades, nomeadamente Lisboa, Aveiro, Águeda, Figueira da Foz e Évora.

      A escolha do tema desta 7ª edição não foi deixada ao acaso e vem no seguimento da recente publicação da Estratégia da Comissão Europeia para a Responsabilidade Social 2011-2014, um documento de referência que reconhece a relação entre a inovação, o desenvolvimento sustentável e a necessidade de envolvimento de todas as organizações, nomeadamente dos setores público e privado nas questões da Responsabilidade Social.
      Neste contexto, a APEE pretende promover o debate em torno desta temática, num programa rico em workshops e apresentações, contando com a presença de oradores de renome e especialistas na área da Responsabilidade Social em Portugal. Em Lisboa, está já confirmada a localização do evento, que terá como palco a Fábrica de Braço de Prata. O evento vai contar ainda com a participação de representantes de organizações nacionais e líderes sindicais e empresariais, numa ímpar reunião das mais diversas partes interessadas, promovendo o diálogo, a diversidade e a convergência no interesse comum dos Portugueses de hoje e do Portugal de amanhã.
      No mês de junho, a APEE vai ainda promover a Semana da Responsabilidade Social pela primeira vez em S. Miguel nos Açores, uma iniciativa anunciada em fevereiro, durante o Encontro de Empresários dos Açores, organizado pela APEE em parceria com ACEESA, Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico.
      O Programa Oficial da SRS12 será divulgado oportunamente.

      Se estiver interessado contacte:
      APEE – Departamento de Comunicação
      Avenida João Crisóstomo 62, r/c dto
      1050-128 Lisboa

      Observações:

      DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (artigo publicado no Semanário SAVANA, Maputo, Moçambique)


      De acordo com Pavlova (2011) o conceito de desenvolvimento sustentável está em alguns países a tornar-se cada vez mais importante no sentido em que este responde a algumas lacunas que o conceito de meio ambiente apresenta. Algumas instituições estão mesmo a substituir cursos de educação ambiental por educação para desenvolvimento sustentável.
      Fonte:
      http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=11&idRec=2966

      O conceito de meio ambiente está mais preocupado com o ecossistema como um todo, portanto com uma forte visão de ética ambiental eco-cêntrica, enquanto que o desenvolvimento sustentável inclina-se mais para o lado social e humano, sem contudo advogar por um forte antropocentrismo. Preocupa-se com o melhorar a qualidade de vida dos humanos mas procurando formas de não comprometer o ecossistema (trocando em outras palavras o desenvolvimento sustentável advoga que não é solução por exemplo proibir que as pessoas cortem a lenha em zonas onde esse é o único recurso acessível, tem que se estudar a saída para que as pessoas continuem a levar uma vida de qualidade). A questão de sustentabilidade é referenciada como um dos objectivos de desenvolvimento do milénio (MDG), e é o primeiro dos 15 desafios mundiais  identificados pelo Projecto do Milénio. A grande questão é: Como equacionar o lado humano com o lado da natureza para tornar realidade um desenvolvimento sustentável? Trocando em outras palavras: como podem as populações fazer uso dos recursos naturais (como lenha) sem comprometer o futuro das gerações vindouras? Eu coloco como papel da UP incutir os cursos de uma filosofia e visão viradas para o desenvolvimento sustentável. Esta questão aparece como muito importante uma vez que o nível de consumo anual de recursos está 40% mais rápido do que o que o planeta pode regenerar em um ano (Ownu & Kyle, 1011). Não é sustentável não incluirmos esta perspectiva (que é multidisciplinar) sobre desenvolvimento sustentável na pesquisa, ensino e extensão, nas acções da UP.
      Em suma, estes três pontos que trouxe aqui como o papel da UP estão interconectados.
      Temos que centralizar o local e criarmos nossas teorias que se apropriem ao nosso contexto e sermos vigilantes às ofertas de desenvolvimento que vêm do exterior. Essas ofertas podem não servir ao nosso contexto local e perigarem um desenvolvimento sustentável. De facto, como Universidade, o grande papel da UP que advoga a função de “produção e disseminação de conhecimento para a transformação da sociedade moçambicana rumo ao desenvolvimento social, cultural, e tecnológico” (Plano Estrategico da UP, p. 29) é produzir conhecimento e teorias (em todas as áreas das ciências: pedagógica, filosófica, física, etc.) que sirvam o nosso contexto, aplicar e usar conhecimento como instrumento de vigilância crítica para informar e influenciar o governo na tomada de decisões certas face aos desafios da globalização. Os nossos cursos devem inculcar nos futuros graduados esta postura de vigilância epistemológica crítica inspirada na visão e valores que conduzem a um desenvolvimento sustentável.
      *Texto adaptado da Oração de Sapiência apresentada na Aula Inaugural do Ano Académico (2012) da Universidade Pedagógica (UP), realizada na delegação de Tete.